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Óptica Ativa

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Os telescópios ópticos colectam radiação do cosmos utilizando um espelho primário. Espelhos primários maiores permitem capturar mais radiação e por isso a evolução dos telescópios está geralmente relacionada com "quanto maior melhor". No passado, espelhos com vários metros de diâmetro tinham que ser extremamente espessos para evitar que perdessem a sua forma à medida que o telescópio perscrutava o céu. Eventualmente tais espelhos tornaram-se tão pesados que se teve que inventar outra maneira de garantir a precisão óptica. A tecnologia desenvolvido pelo ESO, conhecida por óptica ativa, preserva a qualidade de imagem ao juntar um espelho flexível com os chamados atuadores, instrumentos que ajustam a forma do espelho durante as observações. Cada um dos quatro Telescópios Principais do Very Large Telescope (VLT) do ESO possui um espelho primário semi-flexível com um diâmetro de 8,2 metros. Quando o telescópio roda para observar em diferentes direções, a forma ...

Óptica Adaptativa

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Embora a óptica ativa garanta que o espelho primário de um telescópio mantenha sempre uma forma perfeita, a turbulência causada pela atmosfera terrestre distorce as imagens obtidas até nos melhores locais de observação à face da Terra, incluindo o Paranal no Chile, local de acolhimento do Very Large Telescope (VLT) do ESO. Esta turbulência faz com que as estrelas cintilem de um modo que encanta os poetas, mas frustra os astrónomos, já que distorce os mais finos detalhes do cosmos. Observar diretamente a partir do espaço evita este efeito nas imagens, no entanto o elevado custo de operar telescópios espaciais comparado com a utilização de telescópios instalados no solo, limita o tamanho e o alcance dos telescópios que podemos colocar em órbita da Terra. Os astrónomos utilizam um método chamado óptica adaptativa. Sofisticados espelhos deformáveis controlados por computador corrigem em tempo real a distorção causada pela turbulência atmosférica, torna...